LegalTracker – Blog

Ganhe tempo e precisão em seu escritório com clareza em dados estratégicos, relatórios automatizados e acompanhamento processual inteligente.

O LegalTracker é uma plataforma que automatiza o acompanhamento processual com inteligência artificial, integrando dados dos tribunais, gerando relatórios rápidos e precisos, e oferecendo gestão estratégica e comunicação eficiente para advogados.

Por JULIANA BITTENCOURT DE ARAUJO. Advogada inscrita na OAB/PR 33.072. Consultora em gestão jurídica e implementação de sistemas jurídicos. Fundadora do LegalTracker. Integrante da diretoria da Comissão de Gestão e Empreendedorismo da OAB/PR.

Durante muito tempo, fomos ensinados que fazer gestão de processos era, basicamente, cumprir prazos. Agendar as datas no sistema, protocolar no último minuto, arquivar o comprovante, passar para o próximo. Mas será que isso é mesmo gestão?

E quando o prazo da inicial está agendado, mas ninguém parou para avaliar se há risco de prescrição ou decadência? A petição está pronta, mas falta uma certidão, uma cópia, um documento. E o tempo passa. Só vamos lembrar quando o cliente liga perguntando: “Doutora, já foi protocolado?”

Quantas vezes já nos deparamos com processos arquivados provisoriamente, sem qualquer controle? Aquela sensação incômoda de que algo pode estar esquecido, mas o volume é tanto que seguimos — até que venha uma intimação… ou um problema.

E é justamente aí que mora um dos riscos mais silenciosos da operação jurídica: a prescrição intercorrente. A ação foi ajuizada, o processo tramitou, mas ao ser arquivado provisoriamente  entra em estado de dormência. O tempo corre. O risco prescreve. E ninguém percebe. Até ser tarde demais.

Pior ainda são os processos em que nosso cliente figura no polo passivo. O tempo passa, e ninguém avalia o prognóstico. Ser réu não significa apenas aguardar e procrastinar. Muitas vezes, o cenário já é desfavorável desde o início: o risco é alto, a tese é frágil, e o cliente pode ter seus bens expropriados. Juros, correção monetária, multa, honorários. Já avaliou o tamanho da conta que está crescendo? Já pensou em alternativas estratégicas, como acordo, proposta de parcelamento ou contestação orientada à redução do impacto?

Negligência estratégica também é omissão.

Há também os processos conclusos há mais de dois anos, à espera de uma decisão que não vem. E quando vem, será que estávamos preparados para ela? Será que fizemos o controle correto, que poderíamos ter solicitado prioridade, apresentado memoriais e apontado os detalhes precisamente ao magistrado?

E a citação frustrada? Retornou negativa há meses. E seguimos, como se o tempo do processo estivesse congelado. Mas não está. O tempo corre — para o cliente, para o risco e para o resultado.

A verdade é que a advocacia reativa não nos serve mais. E a gestão dos processos vai muito além de reagir. Ela começa com o olhar técnico, crítico e constante sobre a carteira. Um olhar que busca padrões, antecipa riscos, cria oportunidades e não aceita mais a lógica do “só peticionar”.

Hoje, com ferramentas certas e critérios bem definidos, é possível monitorar com inteligência jurídica. É possível avaliar cada etapa com estratégia. E é isso que transforma a advocacia em uma prática de alto desempenho.

É compreensível que, diante da rotina intensa de prazos, audiências, protocolos e urgências, seja difícil manter um acompanhamento estratégico contínuo da carteira processual. A sobrecarga operacional rouba o tempo da estratégia. Mas isso não significa que devemos aceitar a cegueira como parte do jogo. Hoje, temos ferramentas para virar essa chave.

O Legal Tracker foi criado justamente para isso: trazer clareza e uma visão estratégica da sua carteira. Ele organiza, filtra, te auxilia a avaliar os riscos com poucos cliques e ajuda você a agir antes do problema. É tecnologia pensada com olhar jurídico — para apoiar a advocacia que não quer mais correr atrás, mas sim, agir à frente.

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